Objetivo: Realizar um levantamento e análise dos riscos ambientais (agentes físicos) a que estão expostos os trabalhadores que atuam na construção e montagem de sistemas elétricos para a exploração de petróleo onshore. Contexto Geográfico: O estudo foi desenvolvido na região de Mossoró, no Rio Grande do Norte, abrangendo empresas prestadoras de serviço para a indústria petrolífera. Metodologia: Utiliza a ferramenta de Análise Preliminar de Riscos (APR) e a elaboração de uma matriz de riscos para identificar perigos em cada fase das tarefas. Foco na Prevenção: O texto propõe medidas mitigadoras para reduzir danos à saúde e destaca as boas práticas e investimentos das empresas em melhorias no processo produtivo. Conteúdo Técnico: Aborda riscos específicos como ruído, vibrações, temperaturas extremas, radiações e, crucialmente, o risco de choque elétrico e arcos voltaicos durante a montagem de infraestruturas elétricas.
O estudo foca-se na região de Mossoró (RN), um importante polo petrolífero. A montagem de sistemas elétricos neste setor é complexa, pois envolve a instalação de redes de alta tensão, subestações e sistemas de controlo em ambientes isolados, muitas vezes sob condições climáticas adversas.
O núcleo do artigo é o levantamento dos agentes físicos que podem causar danos à saúde do trabalhador. Os principais identificados são:
Ruído e Vibração: Provenientes de máquinas pesadas e ferramentas de perfuração.
Temperaturas Extremas: Exposição prolongada ao sol e ao calor intenso da região Nordeste.
Radiações Não Ionizantes: Radiação solar direta durante as atividades de campo.
Pressões Anormais: Dependendo da profundidade e do tipo de operação.
Para organizar a segurança, os autores utilizam a Análise Preliminar de Riscos (APR). Esta ferramenta permite:
Dividir o trabalho de montagem em fases (escavação, fixação de postes, lançamento de cabos).
Identificar o perigo em cada etapa.
Classificar a gravidade e a probabilidade de acidentes através de uma Matriz de Riscos.
Embora o foco seja em agentes físicos ambientais, o texto destaca os perigos intrínsecos à montagem elétrica:
Choque Elétrico: Risco de contacto direto com partes energizadas.
Arco Voltaico: Explosões térmicas causadas por curtos-circuitos que podem causar queimaduras graves.
O artigo não se limita a apontar problemas; ele apresenta as soluções adotadas pelas empresas:
Uso de EPIs: Equipamentos de Proteção Individual específicos para eletricidade (luvas isolantes, vestimentas ignífugas).
EPCs: Equipamentos de Proteção Coletiva, como barreiras e sinalização de segurança.
Treino: Foco em instruções normativas e procedimentos operacionais padrão (POPs) desenvolvidos com a participação dos trabalhadores.
A visão geral encerra demonstrando que a segurança do trabalho na montagem elétrica de campos de petróleo é um fator de produtividade. As empresas que investem na melhoria do processo produtivo e na mitigação de riscos conseguem reduzir o absentismo e garantir a integridade física de profissionais altamente qualificados num setor estratégico.
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