Objetivo: Propor e validar o uso de Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) nas funções de intertravamento e desligamento de emergência de reatores nucleares. Problema: Tradicionalmente, estes sistemas usam relés especiais de difícil aquisição. O artigo estuda se equipamentos digitais (CPs/CLPs) podem substituí-los mantendo os altíssimos padrões de segurança exigidos. Metodologia: Utiliza análise probabilística e diagramas de blocos de confiabilidade para calcular a taxa de falha do sistema e o risco de acidentes sérios. Conclusão: O estudo demonstra que o uso de CLPs em configurações redundantes (como sistemas 2 de 3 ou 2 de 4) é viável e seguro, permitindo o uso de tecnologia industrial moderna e nacional em reatores nucleares, desde que respeitados os intervalos de manutenção.
Historicamente, os sistemas de desligamento de emergência (Scram) e intertravamento de reatores utilizam relés especiais de alta fiabilidade. No entanto, estes componentes são cada vez mais difíceis de adquirir, dependendo de importações complexas ou fabricação sob encomenda, o que motiva a procura por alternativas industriais modernas.
O estudo propõe a utilização de Controladores Programáveis (CPs) — também conhecidos como CLPs. Estes dispositivos são computadores industriais especializados em lógica digital. A grande questão do artigo é: Pode um sistema digital ser tão confiável quanto um sistema de relés para evitar um acidente nuclear?
Para validar a proposta, os autores utilizam métodos matemáticos e estatísticos rigorosos:
Análise Probabilística: Calcula-se a probabilidade de ocorrência de um "acidente sério".
Diagramas de Blocos de Confiabilidade: Uma técnica que modela o sistema para identificar pontos de falha e calcular a taxa de falha global.
Redundância: O artigo analisa diferentes configurações para garantir que, se um controlador falhar, outros assumam o controlo. São estudadas arquiteturas como:
2 de 3: O sistema só atua se 2 dos 3 controladores concordarem.
2 de 4: Maior nível de segurança e disponibilidade.
O trabalho compara o desempenho dos CPs com os sistemas de relés tradicionais. Os dados demonstram que, embora um único controlador possa ter uma taxa de falha superior a um relé especial, o uso de redundância (vários controladores em paralelo) iguala ou supera a segurança dos sistemas antigos.
Os autores concluem que a utilização de CPs em funções de segurança nuclear é viável e segura, desde que sejam respeitados intervalos de manutenção e testes periódicos. Isto permite:
Utilizar tecnologia de qualidade industrial disponível no mercado nacional.
Facilitar a manutenção e atualização dos sistemas de controlo.
Aumentar a precisão na monitorização das variáveis críticas do reator.
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